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Nalguns lugares se pode estar de guarda-chuva:
na parada do ônibus
atravessando a rua
caminhando pela calçada
ou com ele fechado, sob a marquise
daquele edifício da rua movimentada
no centro da cidade onde nem é preciso abri-lo,
pois estamos livres de todos os pingos…
Mas a menina não se contenta
e carrega seu guarda-chuva para todo lado!
Diz que é seu amigo e confidente,
além de bengala, guarda-sol, espanta bicho-malvado
e apoio emocional nas horas difíceis
(certa feita, semi-aberto, nele se escondeu,
encabulada, ao ver alguém que paquerava ela
passar ao longe, mas tão perto do seu coração!)
Um dia desses, essa menina brigou em sala
pelo hífen que todo guarda-chuva merece ter
(elemento de ligação que faz falta,
pois é ponte, um longo braço que aperta e enlaça!)
Dizem que ela já foi vista com ele aberto
na varanda de sua casa
…deitada confortavelmente no chão
desenhava em cores vivas um colar
em que cada conta era um coração…
Desde esse dia ela espera
que sopre o vento, que venha a chuva
pois decidiu passear com o menino
(ao abrigo deste seu amigo)
que há muito tempo lhe envia cartas
dizendo coisas que um poeminha curto
não consegue, nem no tom mais leve,
ou em um esboço breve, reter…
29 julho, 2010 no 11:02 am
Menina-moça e seu guarda-chuva amarelo
Nalguns lugares se pode estar de guarda-chuva:
na parada do ônibus
atravessando a rua
caminhando pela calçada
ou com ele fechado, sob a marquise
daquele edifício da rua movimentada
no centro da cidade onde nem é preciso abri-lo,
pois estamos livres de todos os pingos…
Mas a menina não se contenta
e carrega seu guarda-chuva para todo lado!
Diz que é seu amigo e confidente,
além de bengala, guarda-sol, espanta bicho-malvado
e apoio emocional nas horas difíceis
(certa feita, semi-aberto, nele se escondeu,
encabulada, ao ver alguém que paquerava ela
passar ao longe, mas tão perto do seu coração!)
Um dia desses, essa menina brigou em sala
pelo hífen que todo guarda-chuva merece ter
(elemento de ligação que faz falta,
pois é ponte, um longo braço que aperta e enlaça!)
Dizem que ela já foi vista com ele aberto
na varanda de sua casa
…deitada confortavelmente no chão
desenhava em cores vivas um colar
em que cada conta era um coração…
Desde esse dia ela espera
que sopre o vento, que venha a chuva
pois decidiu passear com o menino
(ao abrigo deste seu amigo)
que há muito tempo lhe envia cartas
dizendo coisas que um poeminha curto
não consegue, nem no tom mais leve,
ou em um esboço breve, reter…
Postei no meu blog: http://buscadeumeditor.blogspot.com/2010/07/menina-moca-e-seu-guarda-chuva-amarelo.html
Abraços e tudo de bom.
30 julho, 2010 no 3:38 pm
Abel Legal
3 agosto, 2011 no 9:47 pm
=)